Falcão Peregrino (Falco peregrinus)

 

 

 

 

 

 

 

O Falcão Peregrino é provavelmente o animal mais rápido à superfície da Terra, chegando a atingir os 300 Km por hora. Deve o seu nome "Peregrino" aos hábitos nómadas e às suas peregrinações errantes, sobretudo na fase adolescente. Em Portugal, é uma espécie de passagem (Outono-Inverno), sendo muito rara.

 

 

Tamanho

 

- O Comprimento oscila entre os 38 a 50 cm e a Envergadura (com as asas abertas) entre os 83 a 113 cm.  A fêmea chega a ter mais um terço do tamanho do macho. 

 

Pesa entre 580 a 1000 g.
 

Distribuição

 

- Europa, Ásia, África, Austrália, América.
 

Habitat

 

- As suas capacidades únicas permitiram-lhe colonizar os mais diversos tipos de habitat, desde os desertos quentes até à tundra, revelando todavia preferência pelas zonas abertas. São conhecidos territórios de falcão peregrino em muitas zonas costeiras até aos 4000 m nos Himalaias, estando presente em todos os continentes e latitudes, sendo uma espécie cosmopolita o que revela o seu sucesso adaptativo.

 

É encontrado também em grandes cidades.
 

Alimentação

 

- É a única rapina que se alimenta exclusivamente de outras aves (sobretudo Pombos-das-rochas), que alcança facilmente no vôo, enterrando as aguçadas garras no seu dorso.

 

Reprodução

 

 

- O falcão peregrino faz o ninho numa falésia, nas montanhas à beira de um planalto ou do mar. No norte da Europa, chega a instalar-se em ninhos abandonados por outras aves de rapina nas árvores.

 

Sendo extremamente sensível a perturbações no período de nidificação, a presença humana pode levar a ave ao abandono do ninho, inviabilizando consequentemente a sua postura.

 

A fêmea põe 3 a 4 ovos (castanhos-claros, com manchas avermelhadas) numa cavidade de uma rocha ou árvore. O período de incubação dura 28 a 29 dias. Os filhotes conservam-se no ninho até ao 35º dia de vida.

 

 

Status

 

- Ameaçado.

 

O falcão peregrino tornou-se muito raro em certos países da Europa, e isso por vários motivos: o homem persegue-o, os caçadores furtivos roubam-lhes os ovos e as crias para abastecer os falcoeiros e, enfim, localmente, vai lentamente intoxicando ao devorar presas que ingeriram sementes ou insectos tratados com pesticidas.

 

 

 

 

Classificação

Reino - Animalia

Filo - Chordata

SubFilo - Vertebrata

Classe - Aves

Ordem - Falconiformes

Familia - Falconidae

Género - Falco

Espécies - Peregrinus

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição geral

Apresenta uma coroa e um comprido bigode negros, parte inferior branca com densas garras transversais e o dorso cinzento-escuro. As asas são compridas e a cauda é curta. Tem o bico superior denteado, próprio dos falcões.

 

É uma ave de médio porte, corpo compacto, pescoço curto e cabeça arredondada com grandes olhos negros. As penas das asas são rígidas e as restantes estão bem justas ao corpo, pelo que toda a sua fisionomia se encontra bem adaptada às suas performances de voo.

 

Voa alto em círculos com batimentos rápidos e pouco profundos, às vezes com intervalos de voo planado. Mergulha em voo picado.

 

É uma ave atrevida de voo rápido e firme que persegue sem descanso os patos selvagens, os pombos, as perdizes e toda a espécie de pássaros.

 

Autêntica jóia viva da Natureza, o seu voo picado permite-lhe atingir velocidades inacessíveis a todos os outros seres vivos, e o simples vislumbre da sua característica silhueta recortada contra o azul do céu é suficiente para aterrorizar a maior parte das aves.

 

Uma das suas estratégias de caça consiste em subir nas correntes de ar quente (térmicas) a grande altura, por vezes a mais de 1500 m em relação ao nível do solo, deixando-se então cair sobre a presa avistada, num ângulo mais ou menos pronunciado e por vezes em queda livre vertical, com as asas aerodinamicamente coladas ao corpo, e controlando magistralmente a sua velocidade quer abrandando ligeiramente com as asas entreabertas, quer acelerando ainda mais com a ajuda de curtos e rápidos batimentos das asas.

 

Apesar de ser um caçador destemido, muito valorizado pelos falcoeiros, o falcão-peregrino nunca se defende de outras aves. O milhafre e outras aves de rapina muitas vezes esperam o falcão-peregrino matar uma vítima para tomar-lhe a presa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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